Esse texto foi inspirado no Carlos Drummond de Andrade. E, como hoje completa 30 anos da morte dele, nada mais justo do que uma singela homenagem a quem considero o maior da Literatura Brasileira.
por Dilvo Rodrigues
Quando minha mãe disse que eu iria me chamar Rodrigo, não achei bom e nem achei ruim. Na verdade, eu sou do pensamento de que a pessoa deveria escolher seu próprio nome. Eu, se tivesse esse direito, sem dúvida, iria me chamar José. Iria assinar com todo orgulho na identidade: José Rodrigues Batista. Eu não tenho nada contra meu nome atual, que aliás muito respeito esse Dilvo. Nunca tive problema na escola, com coleguinha enchendo a paciência, destilando a zombaria a cerca disso. Se alguém chegasse e falasse que era feio, a resposta tava na ponta da língua. “O nome é meu!” Mas José. Se eu me chamasse José, esse nome seria mais meu ainda.
E nem é por ser nome bíblico. Apesar de eu admirar por demais a história daquele José. Imagina só sua mulher aparecer grávida do nada, dizendo que o bebê é fruto do…
Ver o post original 408 mais palavras