Ansiedade, medo e solidão, disse o doutor. E continuou: Uma valorização excessiva do passado, negação do futuro e apatia momentânea.
O Médico não teve uma dúvida sequer do diagnóstico, sem titubear nomeou a enfermidade:
Sr. Dilvo, o senhor sofre de uma doença chamada “Tempo”. Sinto lhe dizer, não há cura, nem como frear o desenvolvimento da dita cuja. Entretanto, Sr. Dilvo, podemos começar hoje mesmo um tratamento paliativo que tem dado ótimos resultados.
Que tratamento seria esse, Doutor?, questionei
Viver!, disse.
Saí da sala e fui correndo tomar minha dose homeopática.