As Flores do Bem

 

por Dilvo Rodrigues

Quando contaram a Zélia Glaucia do Monte a história de um paciente renal crônico que vinha à Governador Valadares constantemente para fazer hemodiálise e, que essa pessoa passava as noites dormindo debaixo de marquises com um parente, ela ficou bastante sensibilizada. O paciente tinha 12 anos de idade e estava acompanhado da mãe. Zélia imaginava a cena de uma criança na rua, passando necessidades de todos os tipos ao mesmo tempo em que lutava para sobreviver. Pensava no sofrimento na mãe do menino, de mãos atadas e vendo o filho sofrer daquela maneira. Na época, isso levou a estudante do curso de administração à ação. Nascia uma vontade; Abrigar pacientes renais crônicos e oncológicos durante o período de tratamento realizado fora de suas residências. Mas como?

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As Estrelas que não Brilham Tanto

Por Dilvo Rodrigues

Sirius é a estrela mais brilhante no céu noturno, isso levando em consideração um observador posicionado na Terra. Na verdade, Sirius é um sistema composto por duas estrelas, a Sirius A (a estrela maior) e a Sirius B, uma estrela anã que só pode ser vista com instrumentos óticos de auto desempenho. Li isso em um site sobre astronomia. Na página também dizia que só as estrelas mais brilhantes tem a honra de serem nomeadas. Assim, além da Sirius, existem Canopus, Arcturus, Vega, Capela, Rigel etc. Isso só para listar algumas entre as dez mais brilhantes. Quantas delas existem? Difícil saber. O certo é que como o sol voltará amanhã, as estrelas estarão lá quando ele se for, mais uma vez.

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É dos Siliconados que Elas Gostam Mais

Por Dilvo Rodrigues

Um jovem começa a se barbear no banheiro.  Ele liga uma música dançante no celular. A porta está entreaberta, sendo que quem passa pelo corredor em direção à sala pode ver o Joaquim ou Joca, para os mais íntimos, se preparando para a noite de sexta-feira. Laura, irmã de Joaquim, divide a atenção entre a Tv e notebook. No auge dos seus 16 anos é unanimidade entre os amigos do Joca. Ela, por sua vez, dificilmente responde positivamente às investidas dos atrevidinhos.  Nesta sexta, não pretende sair de casa. Já que havia marcado de ir com as amigas ao clube no sábado, pela manhã. Então, a mocinha deve passar parte da noite escolhendo os trajes de banho mais capazes de atrair olhares.
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Uma Mensagem de Feliz Ano Novo

por Dilvo Rodrigues

Uma vida cada vez mais simples. Humildade e compaixão. Dignidade e saúde. Vitórias, respeito ao próximo e sabedoria nas derrotas. Muita resiliência. Sorrisos e, se tiver de chorar que tenha alguém do seu lado que enxugue suas lágrimas. Menos selfie, mais palavras de gratidão. Fé e amor no coração. Adrenalina, um pouco de dinheiro no bolso, vontade de conhecer o mundo e contribuir para que ele melhore. Responsabilidade, firmar compromissos é também um ato de liberdade. Valorize sua mulher, sua esposa, sua namorada. Valorize seu homem, seu marido, seu namorado. Dê uma chance, dê uma segunda chance. Jamais dirija sob efeito de álcool. Perdoe. Escute seu coração, sua voz interior. Leia um jornal todo dia, sorria, aprenda uma piada nova ou a trocar a lâmpada queimada. Vá ao cinema sozinho ou sozinha. Trabalhe. Você tem de fazer algo que te recompense além do dinheiro. Não jogue lixo na rua e pare de fumar. Rancor e raiva podem destruir sua vida. Cante, ouça a mesma música dez, vinte vezes seguida. Nunca ria ou deboche do sonho de alguém. Vote no Aécio Neves, vote na Dilma, mas eleja o país. Recomece.

Isso é o que o Meras Crônicas deseja para o seu ano de 2015. E, gostaria de agradecer também a todos que gastaram um pouco do seu precioso tempo para ler e compartilhar das fantasias e histórias que aqui são publicadas todas as semanas.

Feliz Ano Novo!

Esquecidos no Tempo

por Dilvo Rodrigues

“Devagar e sempre, ninguém passa na frente.”, disse certa vez o poeta curitibano Sérgio Rubens Sossélia, falecido em 2003. Isso refletia um pouco da angustia do escritor a respeito da abrangência dos escritos dele junto ao público leitor. Ou seja, o medo de não ser lido por ninguém. O Enerst Hemingway, um dos escritores que mais influenciaram a literatura moderna, pretendia que seus livros fossem objetos de leitura e comentários por uns 40 anos, isso depois de publicados. Eu gostaria de escrever um texto para ser lido daqui até às 14 horas da próxima segunda-feira. Não que eu tenha a ânsia de ser lido por dezenas de lindas estudantes universitárias de direito, durante os cincos anos de faculdade, ou pelos intelectuais curitibanos mais bem vestidos de casacos de lã. Eu, se pudesse, gostaria de ser lido no ponto de ônibus por uma secretária ou por um office-boy, enquanto espera da gerente o comando para ir entregar a próxima condicional.
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