Mulheres; Truques e Confusões

por Dilvo Rodrigues

Na mais nova moda do momento, elas raspam um dos lados do cabelo, prendendo ou penteando o restante para o outro lado. Dizem que é um corte ousado, que confere personalidade à figura. Pode até ser! Mas quando vejo aquele pescoço realçado, me sinto um sujeito da década de 1920, ofegante por ter visto o descoberto ombro da amada pela primeira vez. Outro dia, uma moça passava com esse corte e na orelha a mostra havia um brinco artesanal com uma pena colorida. A pontinha da pena do acessório ficava ali no pescoço dela, meio que fazendo cafuné ou cócegas, ou qualquer outra coisa que a fazia andar sorrindo. Sorria um desses risos que a gente faz quando alguém revela um segredo que não deveria ter sido dito, mas que a gente fica doido e gosta de ouvir. Eu pensei: “Brinco safado!”
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As Luzes e Sombras de Van Gogh

por Dilvo Rodrigues

Uma vez, Vincent Van Gogh apontou uma navalha para Paul Gauguin. Eles se admiravam, mas a relação se deteriorava com o tempo. Vincent ficou desolado com sua atitude para com o companheiro, resolvendo cortar uma parte da própria orelha, que foi entregue como presente a uma amiga prostituta, conhecida como Rachel. Logo depois, ele volta para casa, como se nada tivesse acontecido. A polícia então, quando alertada, segue para a residência de Van Gogh e o encontra todo ensanguentado, deitado em sua cama. Após quatorze dias de internação, ele resolve pintar o auto-retrato com a orelha cortada.
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Musas; Melhor tê-las em Segredo

por Dilvo Rodrigues

O Tom Jobim escreveu ou compôs (ou os dois) um punhado de músicas incríveis com nomes de mulheres. “Lígia”, “Ana Luíza”, “Bebel”, “Angela”, “Luciana”, “Gabriela”, “Dindi”, que supostamente era o apelido da cantora Sylvia Telles. Se houve mesmo uma Lígia em especial, nunca saberemos. Mas, se fizeram presentes outras “Lígias”, as Luanas, as Marias, as Ísis, as Mônicas e Bárbaras. As musas que tanto inspiraram os poetas da Bossa Nova. Tom e Vinícius, principalmente, devem ter esbarrado muito com elas nos inferninhos das vida (Casas Noturnas da época), numa mesa de bar de uma esquina qualquer ou na praia.
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Demô, Demô! Gostosa, Gostosa!

por Dilvo Rodrigues

Saiu ontem no jornal. A Portuguesa permanece rebaixada por ter escalado irregularmente um jogador. Nem era lá o artilheiro do time. Mas, colocaram o sujeito para jogar mesmo assim. Pobre Lusa, precisava daquele irregular jogador, que só ficou famoso depois que entrou em jogo como…irregular. O Flamengo perdeu pontos e o Fluminense não cai nem se levar uma rasteira do Bisouro.
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Segue outra vez

por Dilvo Rodrigues

Nos bons tempos dos jornais impressos, os cronistas penavam para achar ou descobrir assuntos para construir seus textos. Não é atoa que muitos deles repetiam crônicas aparentemente esquecidas ou há muito tempo publicadas nas páginas dos periódicos. Me lembro de uma história, não me lembro dos personagens, em que um escritor ligava para um colega e dizia assim: “Fulano, você tem aquele trecho de texto ainda? Me passa aqui! E aí o fulano criava um outro texto em cima daquele fragmento do beltrano. A repetição era o salva-vidas.
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