O Tempo dos Outros

Por Dilvo Rodrigues

Um relógio está posicionado bem abaixo da TV presa em um suporte na parede, a uns dois metros do chão. A cama fica bem em frente aos dois, de modo que se o sujeito olhar um pouco para cima, ele acompanha o que passa na telinha. Se levar o queixo levemente em direção ao peito, assiste as horas passarem. O tic tac é presença constante nos ouvidos. Ora ofuscado pelo som das vozes dos apresentadores dos jornais, ora abafado pelas vozes dos visitantes, ora esquecido por um gemido de dor. Mas, quando a dor passa, o tic tac volta como querendo refrescar nossa memória. Parece que tudo em um hospital funciona em relação ao tempo. E ele faz questão de se mostrar, das maneiras mais diversas.
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Clichês e as Verdades sobre a Vida

Por Dilvo Rodrigues

“O tempo cura as feridas.” Quantas vezes essa frase foi dita durante os dias de nossa existência? Quantas vezes foi ouvida? Claro, diria que você é louco(a) caso tivesse essa resposta. Às vezes, acho que esses clichês regem grande parte de nossas vidas e até nos ajudam a viver. A gente teme em não aceitar, e acredita que nunca vai esquecer aquele grande amor, que a raiva por ter levado uma fechada no cruzamento nunca vai passar. Mas é inevitável, o tempo cura mesmo.
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Eis o que Não É!

Por Dilvo Rodrigues

Sempre ouvi por aí que um texto para ser chamado de crônica precisa estar nas páginas de um jornal. Eu coloquei o nome neste blog sem antes me atentar à esse importante detalhe. Ou seja, temos problemas para explicar aqui. O primeiro é que não sei realmente se é uma definição importante ou se é um conceito ultrapassado. Mas, pretendo criar um novo blog que vai se chamar “Meros Conceitos”. Lá, explicarei todos os pormenores, inclusive os “pormaiores.”
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