Samba no Lava-Car

por Dilvo Rodrigues

Parece um típico pagode de laje, desses que acontecem nas favelas cariocas. Mas o lugar é um antigo lava-car situado um pouco pra cima do Largo da Ordem, em Curitiba. Da praça, a gente já escuta o som do tam tam e do pandeiro. Uma voz se destaca em meio a outras vozes em coro – “Eu te quero só pra mim, como as ondas são do mar. Não da pra viver assim.” – E se vê também um movimento de gente alegre na entrada da festa. São pessoas rindo, pessoas dançando, pessoas beijando, pessoas bebendo e conversando. Um rapaz cobra a entrada de cinco reais e entrega um ticket. A gente já desce as escadas balançando a cabeça, com a mão pra cima e o sorriso nas orelhas.
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E se eu fosse Justin Bieber?

por Dilvo Rodrigues

* Fugindo um pouco da intenção do blog. Mas, não deixa de ser importante. Pode ser que esse texto até seja uma crônica. Uma comparação, ainda que superficial, dos meus 19 anos com o que o cantor Justin Bieber vive atualmente. Mas, você já deve saber o que penso sobre estes textos e deste autor aqui em relação às crônicas. Então…

Eu sempre tiro um tempo do meu dia pra escutar o CD de algum artista. E escuto de tudo, desde Caetano Veloso a Metallica. De Arrocha, passando por Zouk, a Funk Americano. Eu já escutei até os CDs do Justin Bieber. Escutei mesmo, todos, na íntegra! Não é nada a minha onda. A sonoridade de música para dançar em boate não me agrada muito. Raramente. Mas, do último CD dele até gostei da pegada das duas primeiras faixas do álbum. Na verdade, gostei da pegada das guitarras. Acho até que a voz dele melhorou, mas ainda tem algo bem estranho. Ele é jovem ainda, talvez consiga melhorar de verdade.
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Mulheres; Truques e Confusões

por Dilvo Rodrigues

Na mais nova moda do momento, elas raspam um dos lados do cabelo, prendendo ou penteando o restante para o outro lado. Dizem que é um corte ousado, que confere personalidade à figura. Pode até ser! Mas quando vejo aquele pescoço realçado, me sinto um sujeito da década de 1920, ofegante por ter visto o descoberto ombro da amada pela primeira vez. Outro dia, uma moça passava com esse corte e na orelha a mostra havia um brinco artesanal com uma pena colorida. A pontinha da pena do acessório ficava ali no pescoço dela, meio que fazendo cafuné ou cócegas, ou qualquer outra coisa que a fazia andar sorrindo. Sorria um desses risos que a gente faz quando alguém revela um segredo que não deveria ter sido dito, mas que a gente fica doido e gosta de ouvir. Eu pensei: “Brinco safado!”
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As Luzes e Sombras de Van Gogh

por Dilvo Rodrigues

Uma vez, Vincent Van Gogh apontou uma navalha para Paul Gauguin. Eles se admiravam, mas a relação se deteriorava com o tempo. Vincent ficou desolado com sua atitude para com o companheiro, resolvendo cortar uma parte da própria orelha, que foi entregue como presente a uma amiga prostituta, conhecida como Rachel. Logo depois, ele volta para casa, como se nada tivesse acontecido. A polícia então, quando alertada, segue para a residência de Van Gogh e o encontra todo ensanguentado, deitado em sua cama. Após quatorze dias de internação, ele resolve pintar o auto-retrato com a orelha cortada.
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O Prato Feito Nosso de Cada Dia

Por Dilvo Rodrigues

Arroz, feijão, salada, batata frita, farinha e macarrão. Bife, bisteca ou frango. Ovo frito ou omelete. Uma montanha de arroz e um mar de feijão dividindo uns dos pratos. A salada vem ali, em outro. Duas rodelas de tomate, repolho ralado, cenoura ralada e três folhas de alface. Em um terceiro prato, chega o bife. – Mal passado, por favor, e com bastante cebola. -Bife acebolado! Às vezes, a porção de carioquinha ou feijão preto é que vem separada. Daí, o arroz toma conta de metade do prato, dois bifes com aquela gordurinha de lado e algumas batatas marotas. Pode ser que tudo venha em um prato só. Sal a gosto, azeite a gosto, pimenta a gosto. – Bom apetite, Senhor!
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