As Flores do Bem

 

por Dilvo Rodrigues

Quando contaram a Zélia Glaucia do Monte a história de um paciente renal crônico que vinha à Governador Valadares constantemente para fazer hemodiálise e, que essa pessoa passava as noites dormindo debaixo de marquises com um parente, ela ficou bastante sensibilizada. O paciente tinha 12 anos de idade e estava acompanhado da mãe. Zélia imaginava a cena de uma criança na rua, passando necessidades de todos os tipos ao mesmo tempo em que lutava para sobreviver. Pensava no sofrimento na mãe do menino, de mãos atadas e vendo o filho sofrer daquela maneira. Na época, isso levou a estudante do curso de administração à ação. Nascia uma vontade; Abrigar pacientes renais crônicos e oncológicos durante o período de tratamento realizado fora de suas residências. Mas como?

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O Vendedor Noturno de Rosas Verdadeiras

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por Dilvo Rodrigues

Quando era jovem Acir não tinha liberdade para presentear sua namorada com flores. Menos ainda pegar na mão, muito menos ainda ficar de agarramento em público. Se alguém visse a filha do fulano abraçada com o filho do ciclano era um Deus nos acuda. Abraçar só era permitido depois do casamento. Em Nacip Raydan, sua cidade natal, aproveitava as noites de lua cheia junto com uma turma de amigos e embalava serenatas nas janelas mais distintas, que tinham sempre algo em comum; flores.
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Aquele Mesmo Rio, de Outras Histórias

por Dilvo Rodrigues

Eu trabalho em frente ao rio. Não é assim, aquela coisa bucólica e romântica, não. Não é aquela cena de filme que a gente coloca uma cadeira ali às margens do Rio Doce, sentado com um computador no colo. Mas a água tá ali, passando do outro lado da rua. Ou seja, é só descer as escadas, apertar o botão “abre” do portão eletrônico, atravessar a rua e pronto. Acontece o barulho do rio passando, calma e poluidamente, fugindo para o mar. Amamos esse rio. Mas sabe como é? Nem sempre a gente sabe cuidar bem daquilo que ama.
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As Luzes e Sombras de Van Gogh

por Dilvo Rodrigues

Uma vez, Vincent Van Gogh apontou uma navalha para Paul Gauguin. Eles se admiravam, mas a relação se deteriorava com o tempo. Vincent ficou desolado com sua atitude para com o companheiro, resolvendo cortar uma parte da própria orelha, que foi entregue como presente a uma amiga prostituta, conhecida como Rachel. Logo depois, ele volta para casa, como se nada tivesse acontecido. A polícia então, quando alertada, segue para a residência de Van Gogh e o encontra todo ensanguentado, deitado em sua cama. Após quatorze dias de internação, ele resolve pintar o auto-retrato com a orelha cortada.
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