por Dilvo Rodrigues
Nessa manhã, uma borboleta apareceu de repente no quarto. Achei incrível por que a janela e a porta ficaram fechadas a noite toda. Ainda deitado, vivendo minha depressão matinal, vi o bichinho voando desastrosamente para o corpo do violão. O ventilador estava ligado, cheguei a temer que ela fosse cometer a loucura de se aventurar num voo rasante pelas hélices do aparelho. Foi o que ela fez, mas correu tudo bem. Há muito tempo eu não via uma borboleta assim, tão de perto. A última foi na nuca de uma amiga que resolveu bater asas para bem longe daqui.
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