
por Dilvo Rodrigues
Aos 13 anos, José Carlos Fernandes saiu de Curitiba, no Paraná, e foi para o interior de São Paulo, onde conviveu com mineiros, gaúchos, goianos, paulistas e outros tantos garotos, que também deixaram suas casas para viver em um seminário. Arrumou a mala, entrou numa kombi e foi para outra cidade, talvez por um chamado de Deus, um experiência mística, ao contrário do que ocorre costumeiramente com adolescentes, que nessa faixa etária começam a sentir mesmo são as vozes da mística hormonal. Longe do seminário, teria sido um jovem “travado”, atrás do balcão ajudaria o pai comerciante e não se tornaria um comprador compulsivo de livros. Especulações sobre o que não aconteceu à parte. Foi uma viagem, uma dobra, um acaso sem o qual ele não consegue imaginar sua própria existência, sua vida.