Parabéns Atrasado

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por Dilvo Rodrigues

Dia 12 de junho. Foi dia dos namorados. Foi dia de jogo do Brasil. Foi “O” dia do aniversário de um aninho deste humilde blog de palavras do segundo escalão. Sim, esqueci a data. Assim como o Marcelo esqueceu que jogava para o Brasil naquele dia de gol contra. Porém, nada de piti de mulher magoada. Vamos soltar balões, tocar vuvuzela e estourar rojões. É dia de felicidade! Olha que tudo começou como uma forma de espantar dor de cotovelo por ter tomado um pé na bunda da ex-namorada. Hoje, é paixão demais da conta esse meu, nosso lugar. Não troco você, Meras Crônicas, por aquela infeliz!
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Vendo Bicicleta

por Dilvo Rodrigues

Vendo bicicleta de dois amortecedores, frontal e central. Na cor preta e vermelha, pesando 9 kg, com documentação em dia, vários arranhões de capotes noturnos. Vendo bicicleta com freio regulado, selim confortável, pneu da frente careca e pneu de trás em dia e, no guidão, escrito o nome da Josefina, minha antiga namorada. Vendo! Único dono, tomava banho duas vezes por mês, mas era vista todas as sextas-feiras trancada na lixeira na frente do bar Manacá. Esnobada pela patricinha de cabelo de chapinha, que não quis sentar no quadro, bêbada, depois da festa Funk Deluxe. Deve ter seus 100 mil quilômetros rodados em 12 anos, foi e voltou à Alpercata numa velocidade incrível e subiu a Ibituruna com muito custo. Vendo!
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O Gato Bebe Leite, O Rato Come Queijo

por Dilvo Rodrigues

“Aqui embaixo do prédio tá passando o bloco dos bêbados.E eu vou me juntar. E eles não vão achar ruim se eu achar que cachaça é remédio que a gente toma sem receita pra anestesiar a dor. Eles não vão achar ruim se eu achar que é besteira essa coisa de beber na folia. Por que em plena quarta-feira, nem triste, nem feliz. Bebo, mas é só para esquecer todas as besteiras que eu fiz.”. O Alberto sempre cantava essa música depois de umas e outras. O sujeito nunca aprendeu uma nota musical se quer nessa vida. Mas, sempre vinha apresentando ou cantando uma letra ou outra, composta por ele mesmo. Eu gostava muito de tudo que ele inventava.
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Parentes do Riso

por Dilvo Rodrigues

Outro dia meu avô apareceu em um dos meus sonhos. Eu não tenho muitas lembranças dele, então o sonho fez questão de se valer do cenário de uma foto, que eu já vi muitas vezes no álbum de fotografias da família. Na foto, estava sério, era o dia de batizado dos netos dele, eu e meu irmão mais novo. Mas, no sonho, ele estava rindo um sorriso desses bem maroto, dentro da foto, no mesmo batizado. O que não é de se espantar por que uma das poucas coisas que me lembro do Sr. José Rodrigues é que o sujeito era um piadista, engraçado e brincalhão. Mesmo não me recordando de nenhuma piada, coisa engraçada ou brincadeira dele, me lembro do tom e do jeito da risada daquele homem. Me lembro da maneira como ele caminhava, de quando ele raspava a botina suja de barro também, sempre rindo ou contando algo divertido. Algumas vezes, quando conto alguma coisa engraçada ou tentando fazer alguém rir, me pego matutando: “Será que ele riria dessa minha’piada’?
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Segue outra vez

por Dilvo Rodrigues

Nos bons tempos dos jornais impressos, os cronistas penavam para achar ou descobrir assuntos para construir seus textos. Não é atoa que muitos deles repetiam crônicas aparentemente esquecidas ou há muito tempo publicadas nas páginas dos periódicos. Me lembro de uma história, não me lembro dos personagens, em que um escritor ligava para um colega e dizia assim: “Fulano, você tem aquele trecho de texto ainda? Me passa aqui! E aí o fulano criava um outro texto em cima daquele fragmento do beltrano. A repetição era o salva-vidas.
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